0 Nenhum comentário

As 21 Etapas e os 3.360,3 km escondem muita coisa da mais badalada e importante prova do ciclismo mundial disputada ao longo de três semanas, revelar e trazer a publico informações e dados da 102ª edição da volta francesa foi a função da multinacional sul-africana Dimension Data.

Entre as informações divulgadas estão a de caráter técnico como velocidade, temperaturas médias das etapas, mas também dados que alimentam incontáveis paginas de curiosidades pelo mundo como o total de energia gerada no pelotão.

E nos números começamos a ver que,  apesar da sensação de uma prova já decidida após a décima etapa, a inédita escalada de La Pierre Saint Martin, nos Pirineus, a diferença entre o Froome e Quintana ao final do Tour era de 1m12. Diferença menor que essa só foi verificada nos últimos 25 anos em quatro ocasiões: na disputa de 2003 entre Armstrong x Ullrich com 1m01, porém com o resultado caçado; em 2006 após a desclassificação de Floyd Landis , tivemos Pereiro-Kloden a 32 segundos. Em 2007 foram apenas 23 segundos entre Alberto Contador e Cadel Evans. Carlos Sastre e Evans tiveram uma diferença de 58 segundos em 2008 e se não tivesse sido desclassificado por doping teríamos a vantagem de 39 segundos de Alberto Contador sobre Andy Schleck no tour de 2010. Mas nada mais apertado que aqueles históricos 8 segundos de Greg LeMond e Laurent Fignon em 1989.

A diferença entre o maillot jaune e o 20º colocado só foi maior em 1969 quando Merckx colocou 1H17m36 sobre Dancelli, em 2015 a diferença do vencedor foi de 1H16m36.

Segundo os dados históricos tivemos um número reduzido de ciclistas que ficaram a 60 minutos do líder, apenas 16. Números similares só haviam acontecido desde 1903 em apenas quatro ocasiões:  em 1997 com 15 ciclistas, o mesmo número se repetiu em 1979 e 72  e apenas 12 em 1969 .

Dos 198 que largaram em Utrecht, 160 chegaram a Paris. Tivemos 2 ciclistas expulsos – Luca Paolini e o argentino Sepulveda; outros 36 abandonaram por lesões, tombos ou pelo desgaste da própria competição, mas a somatória de 38 é considerada o número de abandonos. Um número bastante reduzido se verificarmos que ao longo de 102 edições a média é de 54,09 abandonos por edição. Porém números maiores que do anos anteriores: 2014-34, 2013-29.

Nas estradas a média horária caiu, Froome concluiu o tour com 39.567 km/h. Reflexo de um traçado mais duro, do vento que golpeou o pelotão nas primeiras etapas.  A velocidade é parecida á de Contador em 2007, com 39,227 kmn/h e ao 39,237 km/h obtidos por Ullrich e 1997.

Pela primeira vez na história do Tour tivemos um líder que veste a camisa amarela e a camisa de bolinhas do prêmio de montanha. Em 1970 Eddy Merckx conquistou os dois títulos, porém o melhor escalador não vestia a camisa de pontos vermelhos, pois esta só foi introduzida em 1975.

Outro recordista em números é Peter Sagan que leva para casa pela quarta vez a malha verde consecutiva, igualando o número do irlandês  Sean Kelly, o record é de Erik Zabel com 6 camisas verdes. Sagan tem 16 segundos ao longo de suas participações no TDF , foram 5 só nesta edição, neste ponto o recorde também é de Zabel com 22 vezes chegando em segundo.

Ao longo das 21 etapas o pelotão queimou algo como 23.940.000 quilocalorias ou algo como 85.807 hamburgers por ciclista. E este pelotão gerou uma energia de 90 kilowatts, algo como uma estação com 22,5 painéis de energia solar.

Na 12ª etapa tivemos o dia de maior calor com 37ºC e na 6ª etapa a menor temperatura do verão europeu 19ºC

A etapa com média mais elevada foi o contra-relógio da 1ª etapa vencida por Rohan Dennis com 55,45 km/h, a mas lenta foi a 19ª em alta montanha com 28,94 km/h. Na 11ª etapa tivemos a maior diferença entre o vencedor da jornada e o último a cruzar a linha com 45m47s.

No total quem resistiu e chegou a Paris conseguiu superar um desnível de 59.556 metros, ou algo como subir 6,7 vezes a altura do Everest. Sento que o desnível de inclinação máxima foi encontrada no duro Mur d’Huy com 19%.

O sprint mais veloz ficou com John Degenkolb a 78,48 km/h na chegada da 5ª etapa a Rancourt, outro monstro da velocidade foi André Greipel que na 8ª etapa levou a bicicleta a 76,46 km/h na chegada a Gare de Moncontour.

Para levantar e processar muitos desses dados a DimensionData usou um caminhão que rodou 5.151 km ao longo de 320 horas, Durante cada etapa foram processados entre 4 e 6 milhões de dados.

E na hora de garantir o maior faturamento, claro que o vencedor, Chris Froome foi o ciclista que mais arrecadou, só com a vitória foram € 450 mil, no total foram € 503 mil.

GEORGE PANARA (http://www.mundobici.com.br/)

Scroll to Top